"Se eu te pudesse dizer
o que nunca te direi,
tu terias que entender
aquilo que nem eu sei."
Fernando Pessoa

segunda-feira, 17 de abril de 2017

o parque

O parque de boas memórias passadas, presentes e futuras. Dancemos de ramo em ramo. Já tudo convida, menos o meu espírito, parece que está coxo, amarrado, contaminado.


Não queiras transformar
em nostalgia
o que foi exaltação,
em lixo o que foi cristal.
A velhice
o primeiro sinal
de doença da alma,
às vezes contamina o corpo.
Nenhum pássaro
permite à morte dominar
o azul do seu canto.
Faz como eles: dança de ramo
em ramo.


De ramo em ramo,
Eugénio de Andrade,
In Ofício de Paciência



Aqui, no agora chamado Céu de Vidro, já foi a Casa da Cultura, onde vi muito teatro. Antes, foi o Casino de afamados bailes. Depois do abandono, levou um face lift.




O Raízes é o café/restaurante de serviço, moderno e acolhedor. Ali, no antigo Pópulos, onde se bebia a bica de manhã na leitura do DN.

Sou do tempo de dois cisnes brancos, e maus. Hoje há 4 bonitos cisnes negros.

Aqui em baixo, neste rés-do-chão, no meu tempo era a biblioteca. Em tempos, estes 3 edifícios foram o quartel, da tropa pois claro. Será um futuro hotel termal. Assim se espera, estes belos edifícios merecem ser recuperados​ e mantidos.

E o coreto, há sempre um coreto.


6 comentários:

  1. cc, estudei seis anos nesse edifício. Sim, era menina de bata azul-claro, menina do liceu, como diziam os da escola industrial.
    Boa semana!

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    1. A industrial era ao pé do Chafariz das Cinco Bicas :)
      Falhei isso por uma dúzia de anos :)

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  2. que bonito, CC.
    adorei conhecer!

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    1. Sério que não conheces? :)
      Um dia destes passas aqui com o marido e abrimos um Pêra Manca, branco, que a vida não está para loucuras, com uns berbigões. A primavera já pede :)

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