"Se eu te pudesse dizer
o que nunca te direi,
tu terias que entender
aquilo que nem eu sei."
Fernando Pessoa

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

É sobre o que me dás


Robert Cybulski 


Podia ser sobre o carinho do quarto
Podia ser sobre os segredos do teu lençol 
Podia ser sobre murmúrios e gemidos 

Mas era redutor

É sobre a generosidade que me dás 
É sobre o carinho que me dás
É sobre a coragem que me dás

É sobre o amor que me dás 

Esse mesmo que já se vê
Que chegou cedo
Que devia estar escondido 
Que eu já não disfarço 
E que me falta espaço 
Para acolher tamanha dádiva 




Li algures, alguém me mostrou, um texto sobre o dificuldade, ou a diferença, de amar no Inverno. Não há sol, não há pele bronzeada, não há nu. Aí se vê quem ama.

Quem ama, não ama pelo que vê, mas pelo que sente, ponto.

9 comentários:

  1. Respostas
    1. Ele há dias assim... aproveitar e escrever.

      Ponto final.

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  2. Bom, muito bom.
    conta corrente, do melhor que trouxeste aqui.

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    1. Obrigado Isabel. Não sou bom com elogios.
      A escrita exige mais escrita.
      Hoje juntou-se o pensar e a possibilidade de escrever, no mesmo momento.
      É material importante ;)
      Muito obrigado. Vindo de ti é muito saboroso, porque gosto muito das palavras tuas.

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  3. Sempre achei o Inverno a estação mais romântica. :)

    Gostei muito de ler este teu texto. :)

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    1. Nada como a partilhar a manta no Inverno. :)

      O amor é sobretudo o que nós proporcionamos ao outro e o outro a nós, e isso está longe de ser apenas físico.

      Obrigado eu :)

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  4. O amor é um cobertor quente no Inverno e uma brisa fresca no Verão.

    Boa noite, CC :)

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    1. É bom o amor de Inverno.

      Aproveito para te dizer que gosto muito de te ler :)

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    2. Obrigada! Também foi bom descobrir-te! :)

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