"Se eu te pudesse dizer
o que nunca te direi,
tu terias que entender
aquilo que nem eu sei."
Fernando Pessoa

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Lisboa

Soube bem a viagem de carro até Lisboa, A8 fora, fim de tarde perfeito. Música aos berros para eu berrar também. Sentimento de liberdade. Bom, muito bom. O João Ribas dos Censurados grita bem, e mais alto que eu. Nada mais inspirador para a noite que chegava, puro Rock and Roll Punk português dos inícios de 90. Não pensas em nada. Só cantas e aceleras. Nada mais.

Chegado a Lisboa, a viagem é curta, paragem rápida para um beijinho a uma amiga de longa data. Rápido mesmo.

Encontro marcado numa esplanada com outro amigo. É quase uma celebridade, músico de excelência, para mim um grande escritor da vida dos outros. Percebi que era reconhecido. Não foge a um autógrafo e uma selfie. Revela pouco à vontade.
Trocamos impressões, revemos textos. Pessoa inteligente, conversa boa. O ambiente está perfeito. Esplanada com um jazz e bossa nova de fundo, malta nova e cosmopolita. Pedem-se imperiais e garrafas de vinho. Yuppies e menos, falam alegremente. É a sexta-feira.

Segue-se jantar ali perto, com outros amigos. Na rua claro, que o tempo convida. Muita gente na rua, muitas caras novas e bonitas. Conversa a escorrer. Há histórias, política, diplomacia, Moçambique e Timor, família e projectos. Não nos víamos há 15 anos. Estamos todos iguais, e isso é bom.

A noite segue alta e acelerada. A rua da ceia já só é um mar de gente. Agora há bares e discotecas. Há vida em frenesim, há excitação e arrebatamento.

É esta a minha Lisboa. Rever gentes do passado, conhecer novas, e ver gentes bonitas numa cidade com tudo para dar.

A Lisboa que eu gosto, sem abusos.

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